Em tempos de seca e conta de luz mais cara, produzir a própria energia poderia trazer alívio para o bolso de milhares de consumidores e para o sistema elétrico do país. Porém, passados quase três anos da publicação da regulamentação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que teve por objetivo definir regras para instalação de geração distribuída de pequeno porte, existem hoje no país apenas 299 conexões à rede, entre mini e microgeradores.
Minas Gerais lidera o ranking dos estados com maior número de instalações. São 49, uma dezena a mais que no Ceará, que ocupa a segunda colocação. Em São Paulo, são somente 31, conforme consta no Banco de Informações de Geração do órgão regulador.
Uma das explicações para a baixa adesão é que a norma que permite que o consumidor gere e repasse a sobra da energia elétrica para a concessionária ainda é pouco conhecida pela população. Mas a principal barreira é o alto custo. Instalar painéis solares fotovoltaicos ou microtorres eólicas ainda é caro, e plugá-los na rede pode ser um processo burocrático.
“Temos uma insolação excepcional, mas esbarramos nos preços muito altos. Enquanto não baixar o custo e a incidência de impostos, não teremos uma microgeração em larga escala, o que poderia ajudar a desafogar o sistema nacional”, diz o empresário Walter Fróes, proprietário da CMU Comercializadora de Energia.
Entusiasta da ideia, ele mandou instalar na sua residência, no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte, uma usina solar fotovoltaica com potência de nove kilowatts no pico. Para cada kilowatt instalado, pagou R$ 9 mil, num gasto total de R$ 81 mil. Fróes, entretanto, calcula que só terá o retorno do investimento em 12 ou 14 anos. “Minha conta de luz variava entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês. Hoje, pago só R$ 22,79 de taxa de iluminação pública e R$ 41,17 de custo da conexão com a rede. Mas tive que investir. E o preço ainda é um impeditivo à viabilidade econômica da microgeração de energia para a maioria dos consumidores residenciais ”, avalia.
**** Matéria completa no Hoje em Dia
Minas Gerais lidera o ranking dos estados com maior número de instalações. São 49, uma dezena a mais que no Ceará, que ocupa a segunda colocação. Em São Paulo, são somente 31, conforme consta no Banco de Informações de Geração do órgão regulador.
Uma das explicações para a baixa adesão é que a norma que permite que o consumidor gere e repasse a sobra da energia elétrica para a concessionária ainda é pouco conhecida pela população. Mas a principal barreira é o alto custo. Instalar painéis solares fotovoltaicos ou microtorres eólicas ainda é caro, e plugá-los na rede pode ser um processo burocrático.
“Temos uma insolação excepcional, mas esbarramos nos preços muito altos. Enquanto não baixar o custo e a incidência de impostos, não teremos uma microgeração em larga escala, o que poderia ajudar a desafogar o sistema nacional”, diz o empresário Walter Fróes, proprietário da CMU Comercializadora de Energia.
Entusiasta da ideia, ele mandou instalar na sua residência, no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte, uma usina solar fotovoltaica com potência de nove kilowatts no pico. Para cada kilowatt instalado, pagou R$ 9 mil, num gasto total de R$ 81 mil. Fróes, entretanto, calcula que só terá o retorno do investimento em 12 ou 14 anos. “Minha conta de luz variava entre R$ 800 e R$ 1 mil por mês. Hoje, pago só R$ 22,79 de taxa de iluminação pública e R$ 41,17 de custo da conexão com a rede. Mas tive que investir. E o preço ainda é um impeditivo à viabilidade econômica da microgeração de energia para a maioria dos consumidores residenciais ”, avalia.
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