Caminhoneiros interditaram BR-163 em Campo Grande, na altura do km 466, na saída para São Paulo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), eles estão pedindo o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, que esteve na capital sul-mato-grossense para a inauguração da Casa da Mulher Brasileira.
No local, ônibus e carros de passeio transitam normalmente, porém veículos de carga são parados.A assessoria da PRF diz ainda que há congestionamento de cerca de quatro quilômetros, nos quatro lados da rotatória, além da reclamação de muitos usuários.
Inicialmente toda a via havia sido interditada, mas após negociação com a PRF (Polícia
Rodoviária Federal), os caminhões encostaram na pista da direita, permitindo assim a passagem de carros, ônibus e motos.
Luan Garbin, 26 anos, é de Santa Catarina fez uma entrega em Campo Grande. Por causa do protesto, ele vai ficar na capital sul-mato-grossense até amanhã, quando sairá em busca de outra carga para voltar ao estado dele. A manifestação o pegou de surpresa. “Valeria a pena se mudasse alguma coisa, mas o difícil é que ninguém enxerga esse protesto. Só aqui está parado. Deveria parar o Brasil todo agora”, afirma.
Pedro Antônio Batista, 55 anos, se diz bastante incomodado com a questão do imposto, mas acredita que o protesto não vai afetar ninguém. “Só gera mais irritação”, disse se referindo ao fato de que o ato foi realizado em pleno horário de almoço. Jairzinho Fanagioto, 48 anos, critica o aumento no preço dos combustíveis. “Nós não temos culpa do roubo da Petrobrás. Nós não vamos pagar essa conta. A Dilma que resolva com quem roubou”, opina.
Osni Carlos Belinati, 63 anos, presidente do Sindicom (Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul) diz que no estado a entidade tem 19 mil filiados e 72 mil caminhões e afirma que a redução do ICMS foi promessa de campanha do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “É a mesma desculpa de sempre. Não tem jeito de continuarmos trabalhando dessa forma”, diz.
**** G1 e Campo Grande News com texto adaptado para o Aconteceu Ipu. Imagens do Grupo JN Notícias


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